Pode chocar algumas pessoas, mas criar uma aplicação web alguns anos atrás era muito difícil. Você tinha que aprender a mexer com coisas estranhas como HTTP, HTML, Javascript... tudo complicado demais.
Fazer uma simples aplicação de cadastro (cadastro é sempre simples!) com validação nos campos era uma tarefa árdua. Dizia-se que o comportamento da web era stateless. Mas se um simples cadastro (com validação!) precisa de que sejam mantidos alguns dados entre cada chamada, como fazer? Isso foi um paradoxo que cada nova "plataforma" e "framework" procurava resolver de alguma forma.
Com o passar do tempo, a dura e fria rocha do HTTP foi coberta de camadas e camadas de materiais mais facinhos de se trabalhar, até chegarmos ao estágio atual. O paradoxo do comportamento stateless é uma coisa superada. Os frameworks modernos dão suporte a vários métodos de gerenciamento de sessão e de estado. Considere por exemplo o ASP.NET e seu objeto ViewState. Quer coisa mais produtiva que isso?
Se antes a gente precisava programar na raça o carregamento de dados em campos ou, pior, tabelas em uma página, pegando informações a partir das variáveis de HTTP (ahn?) e fazendo consultas ao banco de dados, hoje basta ir jogando coisas na ViewState e tudo vai ficar bem.
O framework se vira para suportar tudo. A ViewState é robusta. Você pode jogar um DataSet dentro dela e automagicamente ele se perpetuará para ser usado quando for preciso. Se para isso tudo o DataSet tem que ser serializado em string XML, codificado em Base64 e transmitido entre o servidor e o browser dentro de um campo hidden, é um mero detalhe que nenhum desenvolvedor de bom senso precisa saber.
Pega mal conhecer essas coisas. São pra quem ficou parado lá atrás, nos tempos da web a vapor.
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