segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Ctrl+C, Ctrl+V, Ctrl+V, Ctrl+V, Ctrl+V

O crescimento exponencial na capacidade dos computadores permitiu progressos, digamos, assustadores nos costumes de desenvolvimento de sistemas. Espaço em disco, memória e processador estão aí para serem usados e abusados sem dó. Qualquer coisa, um pulo na Santa Ifigênia ou no Stand Center resolve. Ou, se você é riquinho, liga na Dell.

Portanto, não é nenhuma surpresa quando alguém abre um projeto no seu IDE favorito e, ao estudar o código-fonte, percebe uma sucessão de padrões estampados nas milhares de linhas. Padrões que se reproduzem de forma precisa enquanto se mantém pressionada a tecla Page Down. É o resultado da técnica copy+paste: livre da preocupação com o tamanho do código, o programador se preocupa em melhorar sua produtividade, reaproveitando trechos de programas. Em questão de minutos um grande sistema é construído, liberando horas que seriam tediosamente gastas com análises, arquiteturas, normalizações, desacoplamentos...

Há quem ache ruim e reclame da dificuldade de manutenção de um sistema feito desse jeito. Elitistas frustrados! Manutenção só é ruim quando se cobra pouco.

Além do mais, esse negócio de deixar o código todo coeso, arrumado e limpinho é coisa de metrossexual.

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